03 Novembro 2009
Você gosta de cupcakes?
Juro, os cupcakes estão me perseguindo... Outro dia, em Buenos Aires, uma vitrine me chamou a atenção e eu até postei uma fotinho aqui. Acesso um blog novo e lá estão eles - tem da Hello Kitty, de brigadeiro e até cravejado de diamantes (claro que um deste não me persegue, sou eu que vivo em busca dele). No meio da tarde, zapeando na TV, paro em um programa de culinária e tem alguém dando uma receita da guloseima. No fim de semana fui visitar minha mãe e descobri que minha irmã está encantada com as mil possibilidades para decorar um... cupcake! O aniversário de um ano da fiha da prima vai ter o dito cujo. Socorro!!!
Mas é claro que eu não tô escrevendo este post apenas para dizer que me sinto perseguida por um batalhão de bolinhos multicoloridos e lindos de morrer. É que ontem eu me dei conta que uma loja de sapatos feiosos (afe, que os ex-donos não leiam, mas é mais justo dizer sapatos horrorosos!) na Rua Augusta, na altura do 2.500, entre as alamedas Lorena e Tietê, fechou. E a vitrine já está forrada com cartazes dizendo que ali vai abrir, em breve, uma lojinha especializada em advinha o quê!? Tchan, tchan, tchan, tchan...
O nome da futura mais nova loja de gulodice da área dos Jardins é Wonder Cupcakes e é óooobvio que eu vou lá conferir quando abrir. Mas fiquei tentando pescar na memória um cupcake que eu tenha gostado muito muito muito e sabe o que descobri? Para mim, eles são mais bonitos que gostosos. Aliás, se alguém tem aí na memória um cupcake delicioso, difícil de esquecer, me conta, viu!?
14 Outubro 2009
Churro argentino ou espanhol?
Eu gostaria muito de saber por onde anda o hermano Alberto di Nardo, um sujeito simpático de 50 e poucos anos, bom de papo, que por uns tempos manteve um delicioso café na Alameda Lorena, no local onde hoje funciona um Fran’s Café. Além de servir o expresso encorpado em xícara grande, seu Alberto alegrava minhas manhas de domingo com seu farto bufê de café da manhã, onde o churro sem recheio era, ao menos para mim, a atração principal.Seu Alberto tomou chá de sumiço e a partir daí todas as minhas tentativas de comer um bom churro argentino, mesmo estando na Argentina, foram frustadas. Este aí da primeira foto, que eu encontrei lá em Puerto Madero, até que parece bonito – mas a massa era ressecada, cheia de óleo... Só não larguei pela metade para testar meu estômago de avestruz. Contudo, aprendi a lição: churro argentino, só se for em Sampa (seu Alberto, por onde andas?).
Fora do país, melhor ir direto à fonte. No ano passado, em minhas andanças pela Espanha, eu tinha de me conter para não parar em cada esquina e pedir churro com chocolate quente, que na verdade é um creme feito Chandelle (mas muuuuito mais saboroso), no qual você vai lambuzando o ch
urro sequinho e sem recheio.O churro surgiu na Espanha. Na receita original, é preparado com massa em formato cilíndrico e frito em óleo vegetal. Há uma máquina com um dispositivo de pressão, feito uma manivela, que é a responsável por conferir o aspecto ondulado do doce e o furo central, que pode receber diferentes recheios. Creme de confeiteiro, chocolate e doce de leite, que é o meu preferido. Por cima, vai uma fina camada de açúcar, com ou sem canela.
Devido à origem, esse doce acabou se tornando muito comum em países hispano-am ericanos, incluindo o México e a Argentina, e também no Br
asil. Aliás, uma das minhas boas lembranças de infância era passar com minha mãe em um quiosque de uma galeria do bairro de Santana, lá na zona norte, para comer um churro. O quiosque ainda está lá, mas a última vez que provei nem achei tão bom. Para um autêntico churro espanhol em São Paulo, melhor ir até A Casa do Churro, no Tatuapé, onde a família do espanhol Antonio Farre Martinez faz o churro de roda, uma versão de 3 metros de comprimento, com ou sem recheio, que vem em uma caixa tipo de pizza, sob medida para dividir com a turma.
12 Outubro 2009
Delícias portenhas
O blog andou meio paradinho, entre outros motivos porque eu fui dar mais um perdido em Buenos Aires. Aliás, coisa que todo mundo deveria fazer. Sabe lá o que é nosso real comprar dois pesos!? Delícia! Bom, boa parte dos pesos que eu carregava na bolsa foi gasto com comilança - e não foi com a parrillada não, até porque, eu fujo de carne. Gastei com guloseimas, é claro!
Para mim, tão importante quanto NÃO discutir com taxista sobre o mico que é ter o Maradona como técnico, é cair de boca em três coisas:
1. Media lunas do Tortoni - Ah, não vem com essa que é apenas um croissant. Não tenho explicação (aliás, se alguém tem, me ajuda!), mas media luna é media luna e croissant é croissant. E a melhor é a do Tortoni, por mais batido que isso possa ser.

2. Empanadas do Romario - Você dificilmente vai encontrar em um guia a informação de que esta é a melhor empanada de Buenos Aires, até porque Romario é tipo uma rede fast food de empanadas e talvez a minha avaliação esteja sendo, digamos, sentimental. Mas lá na Recoleta há uma lojinha bacana, de esquina, de frente para o cemitério, onde meu programa preferido é tomar Brahma de um litro e comer empanada de alho poró com roquefort (esta da foto) e de carne picante. O salgado custa 3,50 pesos (menos de 2 reais, uia!) e chega em uma tábua de madeira. Mas vá de bom humor, porque o atendimento, às vezes, é uma porcaria!
3. Helado Freddo - tem muito sorvete bom na Argentina. Uma vez fui pra lá com um namorado louco por sorvete em pleno janeiro, estava um calor doido, e a gente parava em tudo quanto era sorveteria. Mas o nosso veredicto final na época foi de que o Freddo, inaugurado em 1969 e com unidades em vários cantos da cidade, era o melhor. E é assim pra mim até hoje. Desta vez parei na loja do Palermo, para tomar um helado de dulce de leche classico - que é tipo assim, um creme de doce de leite ma-ra-vi-lhoso!

Falando em Palermo, a novidade
que descobri desta vez: cupecakes,
lá na Calle Malabia, em
Palermo Soho. Verdade que cupcakes
costumam ser mais bonitos
do que gostosos. Mas dá para
passar sem salivar
diante desta vitrine?
Para mim, tão importante quanto NÃO discutir com taxista sobre o mico que é ter o Maradona como técnico, é cair de boca em três coisas:

1. Media lunas do Tortoni - Ah, não vem com essa que é apenas um croissant. Não tenho explicação (aliás, se alguém tem, me ajuda!), mas media luna é media luna e croissant é croissant. E a melhor é a do Tortoni, por mais batido que isso possa ser.

2. Empanadas do Romario - Você dificilmente vai encontrar em um guia a informação de que esta é a melhor empanada de Buenos Aires, até porque Romario é tipo uma rede fast food de empanadas e talvez a minha avaliação esteja sendo, digamos, sentimental. Mas lá na Recoleta há uma lojinha bacana, de esquina, de frente para o cemitério, onde meu programa preferido é tomar Brahma de um litro e comer empanada de alho poró com roquefort (esta da foto) e de carne picante. O salgado custa 3,50 pesos (menos de 2 reais, uia!) e chega em uma tábua de madeira. Mas vá de bom humor, porque o atendimento, às vezes, é uma porcaria!
3. Helado Freddo - tem muito sorvete bom na Argentina. Uma vez fui pra lá com um namorado louco por sorvete em pleno janeiro, estava um calor doido, e a gente parava em tudo quanto era sorveteria. Mas o nosso veredicto final na época foi de que o Freddo, inaugurado em 1969 e com unidades em vários cantos da cidade, era o melhor. E é assim pra mim até hoje. Desta vez parei na loja do Palermo, para tomar um helado de dulce de leche classico - que é tipo assim, um creme de doce de leite ma-ra-vi-lhoso!

Falando em Palermo, a novidade
que descobri desta vez: cupecakes,
lá na Calle Malabia, em
Palermo Soho. Verdade que cupcakes
costumam ser mais bonitos
do que gostosos. Mas dá para
passar sem salivar
diante desta vitrine?
24 Setembro 2009
Ovos animados
Que cozinha é espaço de obra de arte, a gente já sabe. O que dizer dos pudins de leite, coxinhas, bolos, assados... Enfim, todas aquelas gostosuras que a gente não cansa de provar. Mas recebi por email um outro tipo de arte na cozinha. Não faço ideia sobre quem é o arteiro responsável pela série com mais de vinte imagens com as que seguem. Elegi quatro e elas dispensam qualquer comentário. É só ver e sorrir. Parabéns ao autor desta traquinaquem que aqui eu resolvi chamar de ovos animados. Bom finde a todos.


PS 1 - Juro que a próxima dúzia de ovos não me escapa!
PS 2 - Há dias eu só penso em uma coisa: medias lunas com dulce de leche


PS 1 - Juro que a próxima dúzia de ovos não me escapa!
PS 2 - Há dias eu só penso em uma coisa: medias lunas com dulce de leche
19 Setembro 2009
As melhores gulodices, por Veja São Paulo
Chega hoje às bancas a edição anual do Comer & Beber da Veja São Paulo. O especial gastronômico está com 500 (isso mesmo, 500!) páginas e, como de costume, arrasa nas fotos e na seleção de endereços. A parte que mais me interessa é a seção de Comidinhas, onde Helena Galante mandou muito bem. E, claro, porque além de gulosa assumida (daí o fato de devorar rapidamente cada linha que ela escreveu), este ano eu tive o prazer de fazer parte do time de jurados. Eu, que no passado já fiz parte dessa equipe de Veja SP e andei feito louca comendo pela cidade, gostei beeem de estar do outro lado. Nem todos os meus escolhidos foram campeões. Como ariana que sou, confesso que fico meio mordida. Essa tal democracia...Bom, os campeões de Comidinhas foram: Lanchonete da Cidade (Cachorro-quente), Boutique Bar Nespresso (Café Expresso), Chocolat du Jour (Chocolate), Dulca (Doceria), P.J. Clarke´s (Hambúrger), Day by Diet (Linha Diet), Benjamin Abrahão - Mundo dos Pães (Padaria), Yokoyama (Pastel), Casa Búlgara (Salgado), Forneria San Paolo (Sanduíche), Vipineto Gelato & Caffè (Sorvete) e Bolado Sucos (Suco).
Para ler tudinho, clique aqui, mas o melhor mesmo é comprar a revista. Lá estão, no total, 1170 endereços. Além das COMIDINHAS, tem BARES (salve o crítico Fabio Wright, que come, come e nunca engorda, bebe, bebe e nunca vira bebado chato), RESTAURANTES e LOJAS DE VINHO (ambos por Arnaldo Lorençato).
Mas, é bom avisar, ainda que você ou sua namorada tenha uma bolsa daqueeeeelas bem grandonas, não dá para carregar o guia por aí. Isso porque, a edição pesa 735 gramas. E não inclui seguro-saúde para tratar de problemas de coluna posteriores.
Ah! Ia deixar passar, mas não consigo. Eu adoro café Nespresso (sonho com uma maquininha daquelas aqui em casa), mas discordo totalmente com o resultado da eleição nesta categoria. Afinal, bom café é aquele que além da qualidade, do sabor e blá, blá, blá, depende do talento do barista! Pelos mesmos motivos, fiquei super feliz porque Häagen Dazs (que é tudo de bom sim!) não aparece entre os indicados. Afinal, o sorvete já chega aqui prontinho. O bacana mesmo é ver que tem gente de talento fazendo por aqui a massa artesanal, na textura certa e aproveitando a variedade de frutas que temos, oras.
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