04 Janeiro 2009

Bolo de Reis

Fui atrás da história do Bolo de Reis, uma guloseima incrível de época natalina consumida, sobretudo, no Dia de Reis, que é celebrado pela Igreja Católica todo dia 6 de janeiro. Há uma lenda que diz que os Três Reis Magos começaram a discutir para saber quem seria o primeiro a presentear no Menino Jesus. Uma velhinha que cruzou com eles pelo caminho pediu um tempo para resolver a questão. Voltou depois com um bolo e, dentro dele, tinha uma fava e um brinde. Quem encontrasse a fava seria o primeiro a dar o presente e quem encontrasse o brinde seria o último.


Embora imprecisa, a história mais verossímil diz que o Bolo de Reis nasceu na França e já era comum nas festas de Ano Novo e no Dia de Reis nos tempos de Luís XIV. Ele foi inclusive registrado por uma pintura de Jean-baptiste Greuze, intitulada Gâteau des Rois (foto). Só que tempos depois veio a Revolução Francesa e a receita foi proibida. Para não ficar no prejuízo, os confeiteiros passaram a vendê-la como Gâteaus des sans-cullottes.


Em Portugal, a Confeitaria Nacional de Lisboa começou a vender o Bolo de Reis (que lá se chama Bolo-Rei) em 1869. Ainda hoje, lá na terrinha, as famílias se reúnem em 6 de janeiro para compartilhar este bolo e brindar com vinho do Porto. Dentro dele, vai uma fava e um brinde. Quem tira o primeiro tem de pagar o Bolo de Reis do ano seguinte. Já quem escolher o pedaço com o brinde leva a melhor: a tradição reza que tal pessoa terá riqueza o ano inteirinho.


No Brasil, o Bolo de Reis é vendido por grandes confeitarias e, na maior parte das vezes, sem fava ou brinde algum. Comê-lo no Dia de Reis é um ato de reunir a família, de celebrar a fraternidade e pedir por fartura. Contudo, em algumas regiões, a tradição prevalece com adaptações. Em alguns municípios fluminenses, por exemplo, há Bolos de Reis com até quatro diferentes surpresas escondidas: um anel, uma cruz, uma moeda e um dedal. Cada objeto tem um simbolismo: anel = casamento, moeda = dinheiro e dedal = trabalho. E a cruz? Bem, ia deixar passar. Mas sei que vai perguntar (e vai que você tira justo ela!), então aí vai: ficar com o pedaço que traz a cruz significa que o melhor a fazer da vida é seguir para um convento ou seminário.


Até pensei em testar uma receitinha de Bolo de Reis, mas desisti pois isso vai contra a minha primeira promessa de dieta do ano. Vou tentar comprar um bem pequeno no Santa Luzia. O deles é sempre divino. Mas para quem se aventurar, pesquei uma receita que parece bacana no site Panelinha. Ah, claro, se fizer me conta como ficou e manda a foto que eu publico!

Em tempo: Se simpatia não ajuda, também não atrapalha. Ainda esta semana publico um dossiê sobre a romã e as mandigas com a fruta para o dia 6 de janeiro.

2 comentários:

Anônimo disse...

...dia de reis é outra tradição sagrada em casa ( CASA DO SEU ALFREDO ) temos um pé de romã que veio direto da Síria e que foi passado por gerações da familia Kesam... e dia 6 de janeiro é dia de trocar sua mandiga de romã que fica na sua carteira...não sabe o que é isso ??? Fiquem tranquilos , tenho certeza que até amanhã a Monica dá um jeito de te explicar... só digo uma coisa... já viu mandiga de dinheiro de Habib dar errado ?! rsrs....bjs ALEXANDRA KESAM

Mônica Santos disse...

Hummm, agora entendi! Pé de romã em casa e tudo..rs. Beijos :) Valeu pela visita!!

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