09 março 2009

Azeite, o ouro líquido

Esse blog também atende sugestões e pedidos, sabia? Pois bem, esse post é para Claudia Pinto, que assim como eu (e a maioria dos mortais, não?), é fã incondicional do azeite. Com uma pesquisa rápida já daria organizar um doutorado sobre o tema, mas blog é blog, tudo rapidinho, então vou me concentrar no que interessa: como surgiu essa delícia, tratar de uns bons motivos para consumir e, o mais importante, dar a dica para você não usar um produto modificado. Tem até azeite com corante, sabia?

Aos fatos: o azeite de oliva é extraído das azeitonas, por meio da prensagem. O método de produção, bastante antigo, muito provavelmente surgiu na Ásia, já que é por lá que se tem registro das primeiras oliveiras. Sabe-se que hebreus, gregos e romanos já se lambuzaram com o azeite e não apenas na alimentação. Há registros de que o ingrediente era usado em medicamentos, bálsamos e até base de perfumes.
Agora dá uma viajada no tempo e pronto, cá estamos no século 21. Atualmente, os melhores azeites vêm de países como Portugal, Espanha, Grécia, sul da França e Turquia, onde as oliveiras se dão bem. A produção mundial de azeite hoje alcança 2 milhões de toneladas e, para nossa alegria, existe uma infinidade de bons azeites que cruzam o Atlântico em vidrinhos para encher as prateleiras do supermercado.

Aí você chega lá, dá uma de muquirana e escolhe o mais baratinho? Muito provavelmente vai se dar mal, porque azeite bom, em geral, não é barato. Aliás, o apelido "ouro líquido" já diz tudo. É bom, reluz, mas custa uns bons trocados. O principal atributo que para a qualidade do azeite (veja abaixo) é a acidez, mas há outros, como cor, aroma e sabor. Tal como o vinho, tais atributos dependem de questões como o clima onde é plantada a oliveira, o cuidado na colheita, a seleção e o tipo de azeitona usada etc. Por isso, existem azeites mais ou menos nobres. Atualmente, dizem os experts, os espanhóis são os que melhor dominam a técnica da produção do azeite, mas particularmente, tenho experimentado bons azeites vindos de Portugal também.

E não faz mal à saúde? Claro que não: trata-se de um ingrediente rico em vitamina E, pobre em colesterol (oba!) e boa proporção de monoinsaturados, apesar de possuir alto valor calórico. Tem gente que até diz que duas colheres de sopa diárias ajudam a reduzir a gordura abdominal. Será? Bom, como tudo na vida, melhor curtir com moderação! Em saladas, peixes, massas... sabe que tem até receitas doces que levam azeite!? Eu adoro um fio sobre as rodelas de mussarela de búfala e manjericão que repousam no pão ciabatta fresquinho...hummm!

Na hora de comprar, fique de olho no rótulo na classificação definida pela União Européia:

Azeite extravirgem: é o que tem acidez menor que 0,8% e o que melhor se sai nos testes sensoriais, pois é extraído na primeira prensagem das azeitonas. Elas não sofrem outro tratamento que não seja lavagem, decantação, centrifugação e filtragem. São produtos de alta qualidade e mais indicado para pratos frios, na finalização de pratos ou saladas. Quando vai ao fogo, esse tipo de azeite perde um pouco de seus atributos, como cor e aroma.

Azeite de oliva virgem: processo idêntico ao primeiro, mas a acidez fica entre 0,8% e 2%. Também conhecido como “fino”. Claro, o extravirgem é melhor, mas esse passa tranquilo!

Azeite de oliva: quando não alcança um sabor perfeito ou contém um elevado grau de acidez, o azeite é submetido a um processo de refinado. Aí junta-se outros azeites em diferentes proporções e o produto passa a ser vendido com esse nome.

Azeite de oliva virgem lampante: têm acidez maior que 2% e se destina ao uso industrial, quando é misturado com outros azeites de oliva. Esquece!

PS. Sorry, leitores ficou enorme. Mas o assunto é bom e eu estava com saudade de escrever no blog!

18 fevereiro 2009

Proibido beijar


Gulodices, descobertas, receitas e afins são tema de 99,99% dos posts deste blog. Mas tem outros pequenos prazeres que merecem espaço. Então, parênteses: acabo de ler que a estação de trem Warrington Bank Quays, em Londres, proibiu o beijo de quem chega ou vai embora. "No kissing" diz o cartaz. A justificativa é que por ali circula muita, muita gente mesmo - e o número de casais enamorados é tão grande que chega a obstruir o vai-e-vem. Causa nobre, mas... E o romantismo, e a delícia do beijo de reencontro, o desespero dos beijos de partida, aqueles um após o outro, como se não fossem existir outros nunca mais!

Cheguei a pensar que não quero, nunca, chegar nem partir deste lugar, mas aí terminei de ler a notícia: quem quiser beijar e abraçar pode ir para a "zona de beijos". Será que é um cantinho, tipo feito um fumódromo!? Não sei se eu gosto da ideia não... E para piorar, só pode ficar lá 20 minutos. O que você acha heim?

PS.: adoro e sou expert em beijos de reencontros e despedidas

17 fevereiro 2009

Com açúcar, com afeto

Adoçar bebida é uma coisa que nem sei mais fazer direito. Sei lá quando começou a mania. Adoro doces, mas dispenso o açúcar de café, suco, leite, chá... Quando resolvo fazer um bolo, torta ou algo do gênero, é aquele Deus nos acuda. Lá vou eu, correndo para o super!

Pois bem: são 4 horas da manhã e por um daqueles desatinos da vida de jornalista estou trabalhando. Melhor, estava. Parei para fazer o terceiro chá da madrugada, mas desta vez exagerei no tempo de infusão e ficou amargo. Para consertar, fui buscar o adoçante... E acabei dando de cara com esses coloridos torrões de açúcar que ganhei da minha amiga Ana Braun. Ela os comprou em Portugal - e eu cheguei a me perguntar porque alguém carregaria torrões de açúcar de lá até aqui.

Agora caiu a ficha. Ela fez isso porque eles são encantadores mesmo, não? Quando os vi na casa dela, amei. E embora não consuma, aceitei vários de presente. Hoje, enquanto usava o primeiro deles, sei lá porque cargas d'água lembrei de outro fato: logo que fui morar sozinha pela primeira vez (tipo sozinha de verdade mesmo, sem dividir o espaço com ninguém) entrei numas de brincar de casinha e fiz torrões de açúcar colorido para "receber as visitas". As minhas visitas, de fato, preferiam vinho, cerveja... Não me recordo de ninguém que foi tomar o chá das cinco e menos ainda que fim levou aqueles torrões. Mas lembro que ficaram fofos e a receita é uma baba:

  • 2 copos de açúcar de confeiteiro + 2 colheres de sopa de água + corante (se desejar).
  • Faz uma farofa, enforma (em forma para bombom, na forma de gelo, onde mais quiser). Eles secam rapido, aí é só desenformar com cuidado.
Na época guardei-os em um vidrinho, mas hoje já pensei que embrulhar um a um, como estes aí da foto, ia ficar show, não?

Obs.: Apesar de tentada, juro que não vou fazer nenhuma receita de torrão de açúcar enquanto não consumir todos estes que ganhei (o que, aliás, deve levar anos para acontecer).

15 fevereiro 2009

Itubaína: saudosismo no DNA

Outro dia comentei aqui no blog sobre a Tubaína e seu poder de me fazer pensar na infância. Pois bem. Olha só esta novidade que tem sabor de saudade em seu DNA: para comemorar seus 54 anos, o Grupo Schincariol lançou a sua Itubaína Retrô.

Tal como aquelas garrafinhas de Coca-Cola que andam na moda (e com razão, afinal, são lindas, não?), a Itubaína Retrô cai nas graças de gente como eu, que adoora qualquer bobagem capaz de enfeitar a geladeira. Vejam só a foto! A bebida vem em garrafinhas long neck de 355 ml, com três rótulos diferentes (tem com desenho de foguete, copo e garrafa).

Se provei? Ainda não. Tais garrafinhas não estão disponíveis no supermercado - são vendidas apenas em bares e restaurantes. Tenho perguntado por onde passo, mas ainda não cruzei com a Itubaína retrô em lugar algum. Mas quando encontrar, juro que aviso. Se é boa ou não, pouco importa. Mas acho que vai ficar show uma de cada na minha geladeira.

10 fevereiro 2009

Cozinha criativa e com humor


Comecei 2009 com a corda toda - muito trabalho, muito estudo... Só que está faltando tempo! Ando com a cuca cheia de ideias para o blog, mas tempo nenhum para postar. Por isso adorei a foto que recebi da minha amiga Claudia Mosca. Me rendeu um post visual, que dispensa muito blá blá blá. Não tenho referências de onde vem a imagem e nem mesmo do restaurante que serve a asinha de frango assim. Mas, como se vê, criatividade e bom humor é o que não falta nesta cozinha!